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NUNCA NEVA NO MEU ANIVERSÁRIO

XIII

Quando acordei na manhã da partida, esfreguei os olhos para despertar e vi o telemóvel a piscar com a indicação de mensagem nova. Peguei no aparelho e vi que tinha uma mensagem de Sónia enviada durante a noite, já depois de eu ter ido dormir. Abri-a para ler o seguinte: “Também não deixarei de te amar e tenho esperança que com o tempo venhas a compreender a minha decisão. Leva o tempo que precisares. Eu esperarei pelo meu amigo”

Sem saber bem porquê, até ler aquela mensagem, tinha esperança que Sónia voltasse atrás. Por vezes, dava por mim a imaginar um daqueles finais dos filmes românticos com o par amoroso a ficar junto no fim da pelicula e com aquele presságio de felizes para sempre. Infelizmente, a minha vida não era um filme, era bem real. E na realidade existe muito pouco espaço para finais bonitos.

Por mais doloroso que fosse, tomei consciência que já nada me prendia ali. O Faial era uma ilha lindíssima para visitar, mas jamais me deixaria vontade de voltar, sabendo que poderia reencontrar a única mulher que me fizera sofrer por amor.

O meu voo estava agendado para antes de almoço. Olhei para o relógio e vi que ainda tinha bastante tempo. Sentia-me fresco pelo banho e de estômago confortado pelo pequeno-almoço que arranjara para mim. Pequenos prazeres de quem se sente algo perdido nos trilhos da felicidade.

Coloquei a bagagem para a viagem perto da porta da rua e observei a sala. Em silêncio, fiz uma despedida visual dos cantos da casa, como se dissesse adeus a cada pedaço do local que me alojara nos últimos dias. Iria ter saudades, muitas saudades, principalmente dos primeiros dias. A partir do acidente, desejava ter a capacidade de poder apagar tudo da minha memória. Não era fácil lidar com a recordação do acidente que matara a mulher que me amava e me deixara no seu lugar uma que dizia que me amava e agia de forma inversa. Na minha mente circulava o pensamento de que não conseguiria ser amigo de uma mulher que simulara uma amnesia para me afastar.

Tal como fizera num dos primeiros dias ali, voltei a observar as fotos colocadas na estante da sala. Tinha de conseguir livrar-me daquele arrepio que sentia na barriga, ao olhar para a imagem de Sónia. É certo que já antes sentia uma sensação particular ao ver fotos dela, mas depois do que sucedera entre nós, isso tornou-se mais intenso e mais difícil de ultrapassar.

Ainda faltavam cerca de três horas para o avião partir. Porém, não tinha vontade de ficar ali em casa mais tempo, cercado de lembranças de Sónia. Por isso, peguei na bagagem e saí de casa.

Quando bati na porta da casa ao lado, uma senhora muito simpática abriu e cumprimentou-me com um sorriso. A vizinha reconheceu-me de imediato e aceitou a chave que lhe entreguei com o compromisso de a fazer chegar à dona. Sempre sorridente, desejou-me uma boa viagem.

Caminhei até à estrada e entrei no táxi que se dirigia para a Horta. Era cedo, daí que tenha optado por ir até ao centro da cidade para passar o tempo. Pedi ao taxista que me levasse até à marina e este deixou-me junto a um café com esplanada perto do mar.

Com as malas ao lado da cadeira, pedi um café e fiquei a olhar para a outra ilha, para lá do canal, com a sua imponente montanha, onde o topo se escondia numa coroa de nuvens. Deste lado, o Sol banhava o Faial com os seus raios brilhantes, suficientemente quentes para se tornar agradável sentir a brisa fresca.

Com o olhar perdido no mar, pensei nas pessoas que conhecera na ilha e nos últimos momentos que partilhara com cada uma delas. Deveria ser bom, viver por ali, talvez um pouco calmo demais e, quem sabe, um pouco deslocado para quem procura certas futilidades que estão tão acessíveis no continente. Onde há ali um centro comercial? Onde se encontra um cinema com as últimas estreias? Enfim, coisas a que damos tanto valor em detrimento daquele mar azul, daquelas colinas verdes, daquela paz e tranquilidade onde o tempo parece não passar.

Eu conhecia-me suficientemente bem para saber que por muito que valorizasse a natureza, não era homem para viver a minha vida por ali. No entanto, saía dali com a vontade de conhecer as outras ilhas daquele arquipélago tão bonito como é o dos Açores.

Fiquei mais ou menos uma hora na esplanada a pensar na vida. Nesse tempo, ainda liguei a Milu para lhe pedir que preparasse alguns papéis que eu iria necessitar para a reunião do dia seguinte. Quando chegasse a Lisboa já não iria ao escritório, mas queria ter tudo pronto na manhã seguinte para a recepção ao novo cliente da empresa.

Olhei para as horas uma última vez antes de deixar a esplanada. Chegara o momento. Peguei nas malas sabendo que quando entrasse no próximo táxi seria o início da etapa final da partida para, muito provavelmente, nunca mais voltar. Subi as escadas até à estrada e fiz sinal a um táxi para parar. Ainda com mais simpatia que o anterior, este ajudou-me a colocar as malas na bagageira e ambos entrámos no carro ao mesmo tempo. Pedi que me levasse ao aeroporto.

─ De partida? ─ indagou o taxista, iniciando a marcha o veículo.

─ Sim. ─ confirmei. ─ O trabalho chama.

─ É sempre assim, quando as férias estão a saber bem, o trabalho chama. ─ Desviou o olhar da estrada para mim. ─ E gostou da nossa ilha?

─ Muito.

─ Então tem de voltar. ─ sugeriu, circulando pelas ruas da Horta em direcção a saída da cidade pelo lado do bairro de Sónia. ─ As pessoas voltam quase sempre. Nunca levei ninguém ao aeroporto que fosse insatisfeito com os dias passados cá.

─ Isto é uma pequena maravilha, esta ilha.

O taxista conduziu pela estrada que tantas vezes eu atravessara com Sónia, ligando a Horta até Castelo Branco, local onde se situava o aeroporto. Entrou na zona de parque automóvel e parou junto à entrada do terminal. Por fim, auxiliou-me na retirada das malas e despediu-se de mim, recebendo o pagamento e desejando-me uma boa viagem.

Segurando a bagagem, passei as portas automáticas da entrada e caminhei pelo corredor até ao balcão da companhia aérea para fazer o check-in.

Uma menina muito afável recebeu a documentação necessária e entregou-me o meu bilhete. De seguida, fez a recepção das malas, identificando-as e fazendo-as seguir para os colegas que as embarcariam no avião. Ofereceu-me um último sorriso e indicou-me a zona de embarque com um “boa viagem”.

O meu passo seguinte seria dirigir-me à zona de embarque, fazendo a passagem pelos seguranças para as verificações normais antes de passar à sala de embarque. No entanto, a minha passada foi suspensa ao ver Sónia na companhia dos pais e da filha junto a um dos cantos daquele espaço de balcões de companhias aéreas. Reagi com um ar enfadado, pois dispensava com agrado aquela última despedida.

O senhor Alfredo e a senhora Emília permaneceram com a neta no mesmo sítio. Só Sónia se moveu na minha direcção, o que me levou a crer que nos estavam a dar privacidade para aquele instante final.

─ Olá Ricardo! ─ cumprimentou, meio tímida.

─ Olá! ─ retribuí sem grande simpatia.

─ Passei por casa, mas já não te encontrei.

─ Saí mais cedo. Decidi dar uma última volta pela Horta.

A forma como eu falava era tão pouco amistosa que devo ter condicionado o discurso de Sónia, pois ela ficou sem saber o que dizer.

─ Recebeste a minha mensagem, ontem à noite? ─ Assenti com a cabeça. ─ E então?

─ Então, o quê?

─ O que achaste do que escrevi?

─ Que não é nada de novo. ─ retorqui sem expressão.

Sónia desviou o olhar, perdendo a coragem de me encarar. Permiti-me uma última observação da minha amiga que tanto me apaixonava, elegante e sensual, mesmo vestida de forma casual com calças de ganga e uma túnica colorida de manga curta. Ela estava tão nervosa que nem reparou que a sua sandália direita estava a pisar a esquerda.

Acabei por ser eu a falar:

─ Se esperas que te dê um prazo para voltar a ser tudo como era entre nós, lamento que tenhas vindo em vão. Não sei quendo conseguirei voltar a lidar contigo sem sentir a amargura daquilo que sinto por ti.

─ Não foi para isso que vim.

─ Então, não percebo. ─ contrapus, interrompendo as suas palavras seguintes. ─ Esta despedida no aeroporto era dispensável.

─ Não podia deixar-te partir sem…

─ Mas devias! ─ exclamei, estafado com aquele assunto que me fazia sofrer. Eu só queria partir o mais depressa possível e deixar que o tempo me lambesse as feridas. ─ Por favor, Sónia. Não me apetece ouvir mais conversa de que me amas muito, mas é melhor cada um seguir o seu caminho. ─ Suspirei. ─ Eu sei que o teu maior medo é perderes a nossa amizade. Só que não precisas de ter esse receio. Eu vou continuar a ser teu amigo e estarei sempre presente quando precisares de mim. Agora, não faças isto! Não venhas falar dos nossos sentimentos só para me agradar.

As pessoas foram chegando para seguirem os mesmos procedimentos que eu, junto do balcão da companhia aérea. Percebi que viera em boa hora, pois começava a formar-se uma fila para o atendimento.

─ Não falo do que sinto para te agradar, Ricardo. Falo porque é verdade.

─ E de que me serve isso, se és tu quem não quer ser correspondida nesse amor?

Um casal passou junto a nós, desviando-se no último momento, pois iam tão distraídos que nem nos viam.

─ Tu és uma das pessoas mais importantes da minha vida. ─ reafirmou, dividindo o olhar entre mim e a família ali perto. ─ Quero tanto a tua felicidade quanto a da Clarinha ou a dos meus pais. Por isso… Por isso, tenho tanto medo de te prejudicar com o meu amor, medo que um dia olhes para mim como um peso por ter cortado as asas aos teus sonhos.

Sem tirar os olhos dela, abanei a cabeça e argumentei:

─ Já te disse muitas vezes que tu és um dos meus sonhos. Neste momento, talvez sejas aquele que mais ambiciono. Não antevejo objectivos profissionais que me estimulem mais, agora que vou a caminho dos quarenta, que estabilizar e formar a minha família.

─ Tu não és homem de assentar, Ricardo. ─ lembrou Sónia num tom carinhoso. ─ Tiveste tantos romances…

─ Se o que pretendes com isso é que eu repita o que já disse outras vezes, eu repito: Foste tu quem eu sempre procurei nas minhas relações, daí que nenhuma resultasse. Não tenho nenhuma dúvida de vou amar-te para o resto da vida, seja contigo ou sem ti.

Sónia sorriu com um semblante carinhoso, meio envergonhado. Colocou a mão no meu peito de forma inconsciente, deixando o olhar perder-se naquele gesto. A seguir, voltou a encarar-me e disse:

─ Será que me podes perdoar o que fiz? A forma como te tentei afastar?

Abanei a cabeça num movimento cansado e sorri com alguma ironia.

─ Fiquei magoado, mas tu simbolizas demasiado para que não te perdoe. Não precisavas de vir aqui para obter esse perdão. ─ Foi a minha vez de a tocar, acariciando-lhe o ombro. ─ Posso estar a sofrer por não te poder amar, mas nunca deixarás de fazer parte da minha vida. ─ Observei o ambiente a nossa volta. A fila junto dos seguranças começava a aumentar. ─ Estou a sentir-me como quando me despedi de ti, em Lisboa, há quinze anos. Os dois no aeroporto quase em lágrimas por nos irmos afastar. E nem fazíamos ideia do tempo que passaria até estarmos juntos, senão, acho que tinha chorado que nem o perdido quando partiste.

─ Eu chorei no avião. ─ confessou. ─ Senti que estava a deixar uma parte de mim para trás.

─ Por isso é que disse que esta despedida aqui era dispensável. ─ expliquei, levando a mão do ao seu rosto.

─ Esta é diferente. ─ disse ela, olhando para os pais.

─ Uma despedida é sempre uma despedida, sempre dolorosa. ─ acentuei.

─ Sim… E vai custar-me muito, despedir-me. ─ continuou, sem tirar os olhos dos pais.

Eu abri os braços, sentindo aquela dor, e apressei o momento, dizendo:

─ Então vamos despachar isto. Um último abraço?

Sónia virou o rosto para mim, fixando os olhos nos meus de uma forma muito intensa.

─ Tenho medo! ─ confessou, nervosa.

─ Não tenhas. É só um abraço.

─ Tenho medo que não sejas feliz comigo.

A sua frase deixou-me confuso. Tive receio que andássemos às voltas com aquele assunto indefinidamente. Baixei os braços, percebendo que ela não me ia abraçar. Sem fugir ao seu olhar, lembrei:

─ Tenho de ir. Tenho um avião para apanhar.

─ Temos. ─ corrigiu sem pestanejar. Hesitou. ─ Isto, se ainda me quiseres, claro.

─ Como assim? ─ interroguei atónito.

─ Eu amo-te, Ricardo! Por mais que resista, é incontornável. Pediste-me em casamento e eu quero casar contigo. ─ Esboçou um sorriso, receoso da minha resposta. ─ Se ainda me quiseres, eu e a Clarinha partimos contigo.

Estava tão aparvalhado com ela que só me lembrei de dizer:

─ E os teus pais?

─ Querem que eu seja feliz! ─ exclamou de imediato. ─ Foram eles que me ajudaram a decidir.

─ E a Clarinha?

─ Nervosa como a mãe. Mas, entusiasmada por ir conhecer a capital.

De súbito, dei por mim a sentir o receio de não estar à altura do momento, de não ser capaz de concretizar a felicidade que lhe prometera. Respirei fundo perante uma Sónia expectante pela forma como eu iria reagir.

─ Estás a fazer de mim o homem mais feliz do Mundo.

Ela abriu o sorriso, deixando escapar uma lágrima. Envolveu o meu pescoço com os seus braços e beijamo-nos com todo o amor que partilhávamos.

Clarinha foi a primeira a aproximar-se, ao que se seguiram os avós. A senhora Emília vinha emocionada com uma mistura de alegria pela felicidade da filha e a tristeza de a ver partir. O senhor Alfredo partilhava as mesmas emoções, procurando ser menos lamecha.

Sónia despediu-se dos pais com muitas lágrimas. A neta fez uma despedida mais contida, ainda sem grande noção da distância a que iria ficar dos avós. Eu despedi-me deles com um agradecimento pela confiança que depositavam em mim e com a promessa de que não deixaria passar muito tempo sem regressarmos ao Faial.

Apesar de saber como o meu amor por si era grande, Sónia correra algum risco em comprar os bilhetes e fazer o check-in, antes de eu chegar ao aeroporto. Durante muito tempo eu brinquei com ela, questionando como seria se eu tivesse rejeitado o seu amor naquele momento. Ela respondia sempre que sabia que eu não era tolo ao ponto de desperdiçar uma mulher como ela. E tinha razão.

Na noite anterior, Sónia quase não dormira, não conseguia deixar de pensar em mim e naquilo que sentíamos um pelo outro. Tão depressa considerava ser melhor ficar e eu partir como sentia que só seria feliz a meu lado. Logo pela manhã, procurou nos pais algum conselho que a ajudasse na solução. O resultado foi a decisão de ir a casa para falar comigo e baixar as defesas que levantara ao nosso amor.

Quase desesperou, quando percebeu que eu já havia saído de casa e deixado a chave com a vizinha. Esteve para desistir, não fossem os pais terem sugerido que fizesse a sua mala e a da filha e ambas partissem comigo.

Sei como deve ter sido difícil para o senhor Alfredo e a senhora Emília, mas ser pai e mãe é isto mesmo, colocar a felicidade dos filhos à frente.

Feitas as despedidas, seguimos para a sala de embarque, passando pela revista dos seguranças. Sónia não conseguia parar de chorar e pedia-me desculpa por isso. Eu confortava-a e justificava que era normal, pois estava a afastar-se de pessoas que amava e a amavam. Clarinha debelava a tristeza com o entusiasmo de criança que vai viajar de avião pela primeira vez.

Lá fora, o Sol brilhava radioso.

Na sala de embarque ouviu-se o aviso para que os passageiros do nosso voo seguissem para o exterior, rumo às escadas de acesso ao avião.

Seguindo as indicações do pessoal de pista, contornámos os pinos que marcavam o percurso até ao veículo do aeroporto que transportava as escadas que encostara ao avião. Enquanto caminhámos pelo asfalto, sentimos a brisa do mar a despedir-se de nós.

Os pais de Sónia subiram até ao piso superior do edifício, onde existia um terraço com esplanada, para nos acenarem até entrarmos no avião.

O voo de ligação entre o Faial e Lisboa partiu quinze minutos depois, descolando sobre o olhar do morro de Castelo Branco e sobrevoando o magnânimo Pico até toda a paisagem se tornar num tapete azul infindável.

A realidade parecia ter pouco espaço para finais felizes. Porém, naquela manhã, nós tivemos a sorte de conseguir um desses pequenos espaços, o qual representou o princípio de uma relação que juntou amizade e amor de uma forma única, pelo menos para nós.

Esta nova fase na minha vida obrigou a algumas mudanças, a começar pela casa onde eu vivia, a qual arrendei e comprámos uma maior para a nova família.

Sónia e eu casámos no Faial um ano depois. Escolhemos o dia em que fazia exactamente um ano que trocámos aquele beijo apaixonado no coração do Vulcão dos Capelinhos.

Apesar de ter essa possibilidade, Sónia recusou trabalhar na mesma empresa que eu, optando por investir numa carreira de empresária, abrindo uma loja de artigos dos Açores em Lisboa.

Eu continuei no meu cargo de líder de equipas de consultores, mas nunca mais abracei nenhum projecto que me obrigasse a ausentar do país. As minhas ausências resumiam-se a meia dúzia de dias, quando tinha de viajar em trabalho.

As saudades do Faial eram colmatadas com visitas periódicas à ilha, cerca de três a quatro vezes por ano. Por outro lado, também passei a ir mais vezes à aldeia visitar os meus pais. Tenho muito orgulho na minha família, no meu casamento e, talvez por isso, encarava com maior gosto aqueles momentos de reunião familiar, fosse na aldeia ou na ilha do Faial.

Clarinha passou a ser uma filha para mim. Nunca quis substituir o seu pai e ela sempre me tratou pelo nome e não por “pai”. No entanto, sempre me acolhera muito bem como marido da mãe e um amigo em quem podia confiar.

Sónia e eu tivemos dois filhos após o casamento que nasceram com um intervalo de cinco anos. Clara fora uma grande ajuda para a mãe a cuidar dos irmãos.

Agora, que estou a terminar esta história, penso como tive sorte na vida e que nunca é tarde para encontrar o amor verdadeiro, ou no meu caso, consumar o amor de tantos anos. Não sei o que o futuro reserva, mas sei que ao longo deste tempo, Sónia tem sido feliz a meu lado e eu ao lado dela. E com dias melhores e outros piores, temos a certeza que continuaremos sempre a encontrar o amor nos olhos um do outro.

 

 

FIM

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