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AMOR, GLÓRIA E... MUITA AREIA

CAPÍTULO XXX

Começava um novo dia e uma nova semana. Pela manhã, após abandonar a cama, abri os cortinados da janela e deparei com um dia cinzento que ameaçava chuva.

Quando tomava calmamente o meu pequeno-almoço, a campainha da porta tocou.

— É o Bento! — avisou a minha mãe, dirigindo a voz para a cozinha.

Ao som dos passos seguiu-se o som da voz dele:

— Bom dia, Marco!

— Bom dia, Bento!

Bento sentou-se a meu lado e perguntou:

— Sempre vamos ao jogo de futebol?

— Qual? — indaguei eu.

— O Portugal - República da Irlanda. — esclareceu ele.

— Claro. — confirmei eu.

Bento retirou um papel do bolso e disse:

— Precisava que me fizesses um favor. Está aqui a lista das pessoas com quem falei para saber se também iam. Se pudesses, telefonavas-lhes a confirmar e compravas os bilhetes.

— Está bem. Deixa comigo. — aceitei eu.

Bento agradeceu e partiu, pois já estava atrasado para o emprego.

Depois de tomar a refeição, fui para o quarto e telefonei às pessoas da lista. Alguns dos nomes, já tinham um sinal indicando a confirmação, como era o caso de Victor, Marta e Carlinhos que entretanto fizera uma trégua com Bento.

O primeiro a quem telefonei foi o Sargento José, aquele que me ajudara a resgatar Rafaela. Infelizmente, estava ocupado com alguns assuntos e informou que não poderia ir. Seguiu-se Humberto que confirmou a ida e disse que Liliana também o acompanhava. Por último, telefonei à minha paixão, Rafaela, convidando-a a vir também. Ela não era muito adepta de futebol, mas para estar comigo ia a qualquer lado.

Por fim, fiz o convite em casa. Os meus pais declinaram, mas Mónica aceitou com agrado a proposta.

Ao todo, éramos nove pessoas que assistiriam ao jogo.

Nessa tarde, fui até às bilheteiras do Estádio da Luz para comprar os ingressos. E à noite informei Bento de que estava tudo tratado.

Dois dias depois, todos nos encontrámos em minha casa, após o almoço.

O dia estava invernal, muita chuva e muito vento tornavam-no num terror para quem saisse à rua. Mas isso pouco nos importou porque aquilo que queriamos, era ver o jogo ao vivo.

Eu, no meu quarto, vesti-me com roupas quentes e coloquei de lado a parca que vestiria quando saisse. Depois, esperei a chegada do pessoal.

O primeiro a chegar foi o Bento. Tinha acabado de almoçar e vinha cheio de frio.

— Não sei se será boa ideia, ir ao futebol com um tempo destes. — lembrou ele.

— Não te preocupes. — acalmei eu. — Esta chuvita já passa.

Bento largou o seu grande sobretudo no bengaleiro, atrás da porta, e sentou-se no sofá da sala.

— E a Marta? — indaguei eu.

— Vem mais tarde. — disse ele. — Ficou a fazer qualquer coisa para comermos quando voltarmos.

De novo, alguém fez soar a campainha, era o Carlinhos. Entrou, cumprimentou- -me e largou o seu blusão nas minhas mãos.

— Que merda de tempo. — barafustou ele. — Só espero é que aqueles tipos não percam o jogo.

— Não se atreveriam... — proferi eu, lembrando-me de que essa possibilidade se tornaria catastrófica, desportivamente falando.

Carlinhos entrou na sala e cumprimentou Bento. Um aperto de mão envolto numa frieza, própria de quem mantinha algumas divergências.

Entrei na sala, a seguir ao Carlinhos, mas nem tive tempo de me sentar. Mais uma vez, a campainha...

— Olh'ó Victor! — disse eu, ao abrir a porta.

— Já não te via há algum tempo. — constatou ele.

— Não tem havido oportunidade... — justifiquei eu.

Victor caminhou até à sala, enquanto eu fiquei junto à porta. Ouvira a porta da casa de Bento e adivinhei a vinda de Marta.

— Olá! — cumprimentou ela, dando-me um beijo.

Eu retribui e fechei a porta.

Marta parecia que tinha vindo de um país nórdico. Estava toda aconchegada numa parca forrada a pelo, gorro na cabeça e botas até ao joelho que escondiam metade das suas calças de ganga. Também ela recolheu à sala.

Eu segui-a, mas parei junto à porta do quarto de Mónica. Bati à porta e, após concentimento, entrei.

Lá dentro, Mónica estava já pronta a sair. Achei uma certa graça à sua roupa, pois vestia um camisolão vermelho, saia verde, collants vermelhos e botas pretas.

— Vais jogar? — perguntei eu com um sorriso de gozo.

— Porquê? — estranhou ela.

— Estás toda equipada. — disse eu, apontando para a sua vestimenta.

Ela olhou para a roupa e disse:

— Então, isto mostra que estou de corpo e alma com a Selecção.

— Está bem. — concordei eu, estendendo-lhe a mão para que ela me acompanhasse à sala.

Mónica pegou no seu longo casacão de cabedal que lhe chegava aos pés e veio comigo, segurando a mão que lhe oferecera.

Na sala, Mónica cumprimentou os presentes. E eu fui abrir novamente a porta.

Desta vez, era Humberto que trazia consigo a sua namorada, Liliana, e a minha Rafaela. Ele estava um verdadeiro adepto de futebol. Por cima do seu blusão almofadado, trazia um longo caschecol da equipa de todos nós.

Atrás dele, Liliana era a imagem do frio que se sentia lá fora. Apesar do seu blusão rosado e das suas calças de ganga, muito apertadas, ela tremia de frio.

— Liliana! Isso é tudo frio? — perguntei eu.

— Que gelo. — constatou ela. — Está um frio de rachar. Adivinhasse eu e não teria vindo.

— O teu namorado aquece-te. — sugeri eu, olhando para Humberto.

Este seguiu a minha sugestão como uma ordem e apressou-se a abraçá-la.

Por último, mas em primeiro lugar no meu coração, entrou Rafaela. Estava lindissima, vestindo uma camisola de lã azul, por baixo da sua parca preta, coberta nos ombros pelo seu cabelo liso alourado. As suas calças eram pretas e calçava umas botas com uma sola enorme, impenetráveis pela chuva.

Assim que entrou, abraçou-me e, por momentos, ficámos ali a trocar beijos apaixonados.

Minutos mais tarde, estavamos todos na sala a planear a odisseia daquele dia.

— Como é que vamos para lá? — interrogou Carlinhos.

— Nem pensem ir de transportes públicos. — avisou Humberto. — Ouvi dizer que a lotação vai esgotar, portanto vai ser uma pilha de gente a ir para lá.

— Vamos de carro. — sugeri eu. — Estacionamos o mais perto possível do estádio e fazemos o resto a pé.

— Pode ser. — concordaram todos.

Victor pediu a palavra e deu outra sugestão:

— Eu trouxe a carrinha do meu sogro. Podemos ir todos nela. Tem capacidade para nove pessoas.

— Boa ideia. — elogiou Bento.

Carlinhos olhou para o relógio e disse:

— São 15h00. Não vamos já para o estádio, pois não?

Todos reflectiram. E Humberto indicou:

— Não era má ideia. Assim, tinhamos lugar garantido para estacionar, perto do estádio.

— E ficávamos seis horas à espera. — replicou Carlinhos, num tom feroz.

— Calma! — aconselhou Victor. — Não vale a pena aborrecermo-nos.

Todos concordámos. Até as mulheres que assistiam silenciosamente à nossa discussão de ideias.

Marta levantou-se e disse:

— Vamos tomar um café e depois logo se vê.

Ninguém a contestou. Por isso, levantámo-nos, pegámos nos casacos e deixámos a casa. Eu fui o último a sair, trancando a porta com a chave.

Descemos as escadas rumo à rua. Carlinhos comandava o grupo. Mas, quando ele abriu a porta da rua, todos abrandaram a passada acelerada. O vento exterior inundou a entrada e fez-nos tremer.

— Coragem! — ordenou Carlinhos, saindo para a rua, como exemplo para todos.

Aos poucos, lá nos fomos ambientando ao ar frio do exterior. E como não chovia, a temperatura ainda estava mais baixa. Victor correu a ir buscar a carrinha que estava estacionada um pouco mais acima.

— Nós vamos contigo. — avisou Bento, seguindo as suas passadas.

O resto do grupo seguiu, desejosos de entrar para o interior da carrinha.

Victor abriu as portas e entrou para o lugar do condutor. Marta e Bento sentaram-se a seu lado. Carlinhos, Humberto e Liliana ficaram nos lugares do meio. E eu fiquei no último bloco de bancos, acompanhado por Rafaela e Mónica.

Depois dos cintos de segurança postos, Victor arrancou. E, por minha sugestão, fomos até àquele café da Avenida de Roma que eu tanto gostava.

Dez minutos chegaram para que fizessemos o percurso. Victor estacionou a carrinha em frente ao café e todos saimos dela e corremos para o estabelecimento, tentando evitar a chuva que voltava a cair.

O interior estava quase vazio. Era dia de semana e àquela hora não costumava haver muita gente.

Um dos empregados, ao avistar-me, dirigiu-se a mim:

— Boa tarde, Sr. Marco.

— Boa tarde. — retribui eu.

O funcionário encaminhou-nos até ao salão, onde estavam as mesas. Juntou quatro, para que houvesse lugar para todos, e recebeu os nossos pedidos.

Todos pedimos um café. E o empregado afastou-se para o balcão.

Na mesa, estavam do lado direito Rafaela, Liliana, Humberto e Mónica. Do lado esquerdo, Carlinhos, Victor, Marta e Bento. No topo ficara eu.

Um minuto mais tarde, lá vinha o empregado com as nove bicas numa bandeja.

Carlinhos sacudiu o pacote de açucar e disse:

— Só espero é que eles não percam o jogo.

— Agoirento! — exclamou Humberto que já mexia o seu café com a colher prateada.

— Eu já vi muitos jogos. — lembrou Carlinhos. — E por vezes complica-se o que é facil.

— Hoje vai correr tudo bem. — descansei eu, como se fosse um desses profetas de um futuro errado.

— Apanhar chuva para ter um desgosto, dispenso. — disse Mónica.

— E mais a menina que veio lá de França. — respondeu Carlinhos com sarcásmo.

Mónica olhou-o com ódio, mas não respondeu devido à minha intervenção:

— Carlinhos, não vais começar com bocas, pois não?

— Não! — respondeu ele. Olhou para Mónica. — Desculpa, não te quis aborrecer.

— Não tem importância. — desculpou ela, sem retirar a atenção da chávena que segurava.

Lá fora, a chuva continuava a cair abundantemente.

Durante duas horas, permanecemos no café, a conversar e a fazer tempo para ir para o estádio. E às 18h00, deixámos a pastelaria e regressámos à carrinha, reocupando os mesmos lugares.

O mau tempo antecipara a chegada da noite. E a chuva intensificava-se.

Se o trânsito lisboeta em dias normais já era um problema, quando se junta o mau tempo e um jogo de futebol com a importância deste, ele fica um caos completo.

Demorámos três quartos de hora para chegar a Benfica e mais dez minutos para arranjar um lugar para estacionar.

A chuva continuava e o vento acompanhava-a. Nós saímos da carrinha e caminhámos, por entre os aguaceiros, até ao estádio. Não estávamos muito longe, mas com tanta gente a dirigir-se ao mesmo sítio, a caminhada tornou-se morosa. Cá fora, já se ouviam os canticos dos adeptos.

Só meia hora depois é que atingimos os portões de entrada para o estádio. Mostrámos os bilhetes e entrámos. Para que ninguém se perdesse, subimos todos as escadas de mãos dadas. E passamos para o anfiteatro, entrando numa das portas do Terceiro Anel.

Já havia muita gente e a moldura humana tornava-se bastante agradável aos visitados e medonha aos visitantes.

Encontrámos lugar para todos, no cimo da bancada, mais ou menos a meio da mesma. Dalí, avistávamos a linha central do relvado, mesmo à nossa frente.

Lado a lado, ficámos ordenados na seguinte posição: Victor, Bento, Marta, Liliana, Humberto, eu, Rafaela, Mónica e Carlinhos. Nesse momento, olhei para o relógio. Os ponteiros marcavam 20h00.

Nessa noite, o frio e a chuva continuavam. Mas, o calor humano dos milhares de pessoas que esgotavam a lotação, fazia esquecer tudo isso.

Vinte minuto após a nossa chegada, entraram em campo os jogadores para o aquecimento. O público aplaudia a Selecção, enquanto eles corriam na passadeira verde.

— Olhem, o Vitor Baia vai jogar. — disse o Humberto.

— Grande novidade! — exclamou Carlinhos. — Esse já se sabia que jogava.

Bento olhava com muita atenção lá para baixo e começou a enunciar:

— Secretário, Couto, Hélder...

— O Oceano. — auxiliou Victor.

— Paulinho Santos, Paulo Sousa... — continuou Bento.

Liliana levantou-se e perguntou, olhando para o relvado com curiosidade:

— E o Rui Costa?

— Está ali. — disse Humberto, apontando para a imensidão lá de baixo.

— Ainda bem. Eu gosto muito do Rui Costa. — confessou ela.

Carlinhos, com malicia, intrometeu-se:

— Humberto! Cuidado que tens concorrencia.

Liliana olhou para ele e, aborrecida, disse:

— Gosto muito dele a jogar à bola. Não trocava o Humberto por ninguém.

E abraçou Humberto, beijando-o de tal forma que ninguém duvidou das suas palavras.

Bento, que entretanto descernira os restantes elementos, completou:

— João Pinto, Figo e Domingo. Bolas! Não joga o Cadete.

Nem com aquele onze, Bento se privou de mostrar o seu descontentamento por não ver jogar o seu jogador preferido, Jorge Cadete.

O aquecimento demorou cerca de meia hora. E Carlinhos continuava péssimista:

— E se perdermos?

— Cala-te! — mandou Humberto. — Se perdermos, se perdermos... Não sabes dizer mais nada? Basta um ponto para irmos ao Europeu.

— Calma! — aconselhei eu.

A partir daí, o grupo permaneceu silencioso, limitando-se a observar o regresso aos balneários dos jogadores.

Eram 20h55, quando as duas equipas voltaram ao rectângulo de jogo, para dar início ao confronto.

As equipas perfilaram-se em frente à tribuna, lado contrário ao nosso. E no estádio começou a ouvir-se o hino irlandês.

Por entre a festa nas bancadas, o público não se cuibiu a assobiar o hino visitante. Enfim, uma falta de educação muito usual na altura.

Seguiu-se um dos momentos mais memoráveis da minha vida. O speaker do estádio anunciou a audição do hino de Portugal, cantado por Rui Veloso.

Foi indescritivel, a emoção que senti, ao ver mais de cem mil pessoas, de pé a cantar o hino juntamente com o cantor. Eu cantava e todos os que estavam comigo, o faziam. Senti mesmo um arrepio na espinha. A emoção era tanta que me comoveu.

Findo o hino, ambos os lados correram para as suas metades. E Portugal saiu com a bola. Todos observávamos o jogo com grande atenção. Nem a forte chuva nos distraia.

Passaram-se quarenta cinco minutos, onde houve emoção, mas sem sucesso. E o intervalo chegou com uma igualdade a zero bolas.

— Não jogam nada. — disse Carlinhos.

— Também não é assim. — protestei eu. — À pouco, quase que marcavam.

Porém, Carlinhos continuava intragável:

— Já estou a ver o filme: Não conseguimos marcar. E no fim, eles marcam e nós bye bye Inglaterra, adeus Europeu.

— Não vale a pena discutir contigo. — disse eu, desprezando-o.

Durante o intervalo, ficámos todos a dialogar. Pelas bancadas, proliferavam os cânticos para a selecção.

Terminado o intervalo, todos regressaram ao relvado. Desta feita, o pontapé de saída caberia aos nossos adversários.

Na segunda parte, os lances de ataque sucederam-se, mas continuavam a não marcar, o que provocava a ira de Carlinhos. Já os restantes tinham mais calma.

E nós vimos a nossa paciência recompensada aos cinquenta e nove minutos de jogo, com um golo de Rui Costa. Executando um soberbo remate de fora da área, um magnifico "chapéu" ao guarda-redes irlandês.

A multidão explodiu de alegria. Por todo o lado se gritava "golo" e "Portugal". Mais um grande momento de emoção.

— Grande golo, grande equipa. — disse Carlinhos. — Eu bem dizia que eles eram capazes. Eu sempre acreditei neles.

— Pois... — disse eu, lembrando-me do seu péssimismo.

— Tinha de ser o Rui Costa. — constatou Liliana, deliciada com o golo do seu ídolo.

— É preciso não esquecer o passe do João Pinto. — lembrou Humberto, por entre a ruidosa multidão em festejos.

Ainda com todos a festejar, o jogo recomeçou. E Portugal continuou a atacar.

Passados alguns minutos, o treinador da Selecção retirou João Pinto e Domingos e colocou Folha e Cadete. Estava feita a vontade de Bento.

Dez minutos passados, a multidão voltava a vibrar com novo golo. Hélder fez o segundo para a equipa de todos nós.

A multidão festejava efusivamente debaixo de um chuva torrencial. Mas o mau tempo não conseguia calar aqueles milhares de vozes inundadas de felicidade.

— Está garantido. — disse eu.

Por entre os saltos de alegria, penso que ninguém ouviu o que eu disse. Rafaela abraçou-me e festejou o golo, beijando-me.

Novamente, bola ao centro e recomeço do jogo. Até perto do fim, o jogo foi sempre controlado pela nossa Selecção. A festa alastrava ao relvado e o treinador António Oliveira aproveitou para substituir Baia por Neno, integrando-o nos festejos. E a um minuto dos noventa, Cadete brindou-nos com o terceiro golo.

A multidão voltou a exaltar-se e gritou, gritou e gritou. A qualificação estava mais que garantida.

— Grande Cadete! — gritou Bento. — Se estivesse desde o principio, tinhamos ganho por sete.

Todos sorrimos com a sua afirmação, mas não o contestámos.

O jogo terminou pouco depois. A festa foi geral. Todas as pessoas festejavam, até os irlandeses aderiram à festa.

Quem não contribuiu para a festa foi a chuva e o vento que continuaram sem parar. E nós começámos a seguir algumas pessoas, com a intensão de deixar o estádio.

Todos estávamos muito contentes. No verão seguinte, poderiamos ver a nossa selecção no Europeu, algo que só acontecera doze anos antes, em 1984.

Carlinhos era o mais exuberante, gritando:

— Portugal, Portugal.

— Agora já grita pela Selecção. — disse Humberto.

— Grande equipa. — afirmou Carlinhos. — Ainda vamos ser campeões da Europa.

— Hoje à tarde, não estavas tão confiante. — lembrou Humberto.

— O quê? Eu sempre acreditei nesta grande equipa.

— Pois... — dissemos todos, com as suas palavras da tarde na memória.

Quando finalmente chegámos à carrinha, estávamos completamente encharcados. Retomámos os nossos lugares no veículo e regressámos às nossas casas, tendo Victor a amabilidade de levar cada um de nós às suas residências.

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