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AMOR, GLÓRIA E... MUITA AREIA

CAPÍTULO XXIX

Passaram-se dois dias até que tivessemos novidades sobre Mónica. Só na Quinta-Feira de manhã, um agente da polícia local nos comunicou o paradeiro da minha prima. A polícia descobriu-a internada num hospital de Bordéus, com um princípio de pneumonia.

Eu, acompanhado por Humberto, apressei-me a ir visitá-la ao hospital. Fomos conduzidos até lá pelo próprio policia que nos informara.

Antes de entrarmos no quarto dela, o médico que a assistiu, relatou-nos o sucedido:

— Ela apanhou muita chuva e foi encontrada por um casal idoso, num banco de jardim. O casal chamou uma ambulância que a trouxe para aqui. Ao que parece, ela andou perdida pelas ruas da cidade e o mau tempo adoeceu-a a este ponto.

— E como é que ela está? — perguntei eu, preocupado.

O médico informou-me, de imediato:

— Agora, já não corre perigo.

— E a criança? — lembrei.

— Também está bem. — descansou ele.

— E quando é que a podemos levar para casa? — indaguei.

— Daqui por uma semana. — disse ele.

— Mas, doutor, eu não posso ficar uma semana em França à espera. — expliquei. — Não a podemos levar mais cedo?

O médico pensou um pouco e disse:

— Eu posso dar-lhe alta, se me garantir que a transporta dentro de uns determinados requesitos.

— Quais? — inquiri eu.

— Devem levá-la de avião, pois não convém que a viagem seja longa. E quando chegarem, devem levá-la ao médico para que ele a observe até ficar boa.

— De avião...

Humberto intrometeu-se pelo meio e disse:

— Obrigado, Sr. Doutor. Nós vamos tratar disso.

O médico afastou-se e nós fomos ver Mónica.

Deitada na cama, ela tinha um ar pálido, mas sorriu mal nos viu entrar.

Eu aproximei-me da cama e perguntei como ela estava.

— Mais ou menos. — respondeu ela.

O seu braço direito estava ligado a um tubo de soro, através de uma agulha. O soro alimentava-a da perda orgânica que a doença lhe provocara.

Mónica ficou surpresa com a presença de Humberto, mas não lhe perguntou o porquê da sua vinda. Ficámos uma hora ali com ela a conversar. A nossa presença mostrou-se proveitosa para a melhoria do seu estado de saúde. Depois, deixámo-la para que descansasse.

Após abandonarmos o hospital, Humberto e eu tratámos dos procedimentos necessários ao transporte de Mónica. Enquanto nos dirigiamos à companhia aerea para reservar os bilhetes, uma dúvida se me pôs:

— E o meu carro? Se vamos de avião, onde é que levo o carro?

— Vende-o. — sugeriu Humberto, na brincadeira.

Mas eu levei a hipótese em consideração e disse:

— É capaz de não ser má ideia.

E antes de ir reservar as passagens de avião, passei por um stand de automóveis. Por sorte, encontrei um sujeito simpático que me ofereceu uma boa quantia pelo veículo. Não era o seu real valor, mas também não esperava mais de um negociante de automóveis.

Fechado o negócio, percorremos o resto do percurso em transportes públicos.

Eram 11h45, quando chegámos ao edifício da agência de viagens que nos vendeu três passagens para o vôo dessa tarde, com destino a Lisboa.

Com o assunto resolvido, retornámos ao hotel, onde almoçámos.

Às 16h00, voltámos ao hospital para pedir ao médico que desse alta a Mónica para que pudessemos partir.

Perantes as condições que nós arranjáramos, ele não hesitou em conceder-nos o transporte de Mónica para Lisboa.

Muito gentilmente, o médico facultou-nos uma ambulância para seguirmos até ao aeroporto. E enquanto eu esperava que Mónica estivese pronta a partir, Humberto foi ao hotel buscar a bagagem.

Perto das 17h30, com Mónica pronta e Humberto de regresso, fomos conduzidos ao aeroporto numa ambulância.

— Mónica, estás contente por voltar para casa? — indaguei eu. — Vou levar-te para casa dos meus pais. Eles estão muito preocupados contigo e vão ficar muito contentes por te ver.

Mónica sorriu e a sua cara mostrava a satisfação que as minhas palavras lhe causaram.

Ao fim da tarde, partimos finalmente para Lisboa. Uma viagem de avião que durou duas horas e meia e me deixou arrepiado. Naquela altura, as viagens de avião não faziam parte do lote de coisas de que eu mais gostava.

Quando desembarcámos no Aeroporto da Portela, telefonei aos meus pais para que nos fossem lá buscar.

Nessa noite, Mónica e eu estávamos de novo no meu lar.

Os meus pais ficaram muito preocupados com o estado de Mónica. Por isso, apressaram-se a chamar um médico para a ver.

Entretanto, o meu pai emprestou-me o carro e eu levei o Humberto a casa. Ao voltar, já o médico se tinha ido embora. Mas, os meus pais disseram-me que não era nada de grave e que, dentro de dias, Mónica ficaria boa.

A partir desse dia, os meus pais responsabilizaram-se por Mónica e trataram de todos os assuntos que lhe diziam respeito. E como os meus tios não queriam saber dela, os meus pais cortaram relações com eles.

Nessa mesma noite, apesar do adiantado da hora, telefonei a Rafaela e comuniquei-lhe que já voltara.

— Tenho muitas saudades tuas. — confessou ela.

— Eu também.

— Marco, amo-te. — disse ela.

— Eu também te amo muito. — retribui eu, despedindo-me de seguida.

Depois daquela chamada, fui deitar-me e pude finalmente descansar, dormindo uma noite tranquila.

No dia seguinte, ao fim da tarde, Bento visitou-me. Tinha acabado de chegar do emprego e foi a minha casa para saber como tinha corrido a viagem.

Eu contei-lhe tudo o que se passara e ele ficou, quase, incrédulo.

Enquanto falávamos, Mónica veio para a sala fazer-nos companhia.

— Mónica, não te devias levantar da cama. — lembrei eu.

Ela sentou-se no sofá e disse:

— Estou farta de estar deitada e sozinha. Assim, sempre me fazem companhia.

Eu sorri e deixei-a ficar.

— Marco! — chamou Bento. — Viste o jogo de Portugal na Quarta?

— Não! — disse eu.

— Empatámos a um golo. — informou ele. — Só falta um empate com a República da Irlanda para nos qualificarmos para o Europeu.

Eu limitei-me a ouvi-lo, não fazendo considerações. E Bento continuou:

— Estive a pensar. Podiamos combinar todos e iamos ver esse jogo.

— Quando é que é? — indaguei eu.

— Dia 15 de Novembro no Estádio da Luz. — informou ele.

— Então, fala com o resto do pessoal. — sugeri eu. — Cá por mim, podes contar com isso.

Bento olhou para o relógio e disse que tinha de ir para casa.

Eu acompanhei-o à porta. Mas, antes de sair, Bento confessou-me em voz baixa, algo muito sério:

— Marco! Eu e a Marta... Nós... Tu sabes...

— Andam um com o outro. — atalhei eu.

— Espero que não te importes. — disse ele.

— Porque é que me havia de importar? — interroguei eu.

Bento explicou:

— Bem, como vocês...

— Não penses nisso. — interrompi eu. — Ainda bem que se juntaram. A Marta é uma excelente pessoa.

Bento sorriu e concordou comigo, despedindo-se seguidamente.

Mais tarde, depois do jantar, Rafaela telefonou-me e convidou-me a passar uns dias consigo, em casa dos seus tios, para que iniciássemos a preparação para o Mundial de Voleibol de Praia.

Eu aceitei, combinando a chegada para o dia seguinte.

Na manhã de Sábado, o meu pai levou-me ao aeroporto. Ao despedir-me dele, avisei que voltaria no princípio de Novembro.

Depois das normais recomendações paternais, segui rumo ao corredor de embarque que me levaria ao avião.

Novamente, uma coisa que detestava: viajar de avião.

O voo onde segui, ligava Lisboa a Palma de Maiorca. E quando aterrou, senti-me muito aliviado. Ao desembarcar, procurei Rafaela por entre as pessoas que esperavam os passageiros. Porém, não a vi em lado nenhum, o que não deixava de ser estranho, uma vez que ela me dissera que estaria lá.

No entanto, ao observar com mais atenção, descobri uma jovem que olhava à sua volta, procurando alguém. Aproximei-me e concluí que se tratava do meu amor, a minha adorada Rafaela.

Quase não a reconheci. Estava diferente, mas para melhor. Vestia com grande elegancia um casaco e saia pretos e calçava uns sapatos de salto alto, igualmente, pretos. O seu cabelo estava liso e penteado por trás das orelhas. Trazia uma pequena mala ao ombro e usava uns lindos óculos de sol. Nunca a vira tão bela e tão feminina.

Quando os nossos olhares se cruzaram, corremos um para o outro e só parámos ao sentir os corpos um do outro e os nossos lábios se tocarem, sedentos de paixão e amor.

— Rafaela, estás linda. — elogiei eu.

Ela sorriu, envergonhada, e voltou a abraçar-me.

Após vários beijos e muitas carícias, Rafaela levou-me até aos seus tios que esperavam no exterior do aeroporto.

Eram um casal idoso muito simpático. Receberam-me com grande hospitalidade e convidaram-me a permanecer em sua casa, durante a minha estadia na ilha.

Os tios de Rafaela viviam numa bela vivenda junto à praia. Uma casa gigantesca com vários quartos e um salão enorme. A sala de jantar tinha o tamanho da minha casa e a cozinha empregava vários funcionários. Havia criados para tudo e para todos. E a sua localização à beira-mar tornava o lugar num paraiso.

O casal tinha dois filhos. Mas estes não viviam com eles. Eram ambos casados e viviam em Madrid.

Depois de instalado na mansão, Rafaela convidou-me a dar um passeio pela praia. Caminhámos pelo areal de mão dada. O tempo que estivera longe dela, aumentou o que sentia por si e fazia-me desejá-la cada vez mais.

Não havia muita gente na praia, por isso, abracei-a e beijei-a, dizendo-lhe:

— Amo-te muito.

Ela sorriu e retribuiu com a mesma frase. A seguir, sugeriu que eu me sentasse na areia e eu acedi.

Mal me sentei na areia, Rafaela fez o mesmo sobre as minhas pernas e colocou as suas pernas à volta da minha cintura. Essa posição fez-lhe subir a saia até à cintura, descobrindo a sua roupa interior.

Rafaela desejava-me tanto quanto eu a ela. E isso fê-la beijar-me apaixonadamente. Eu respondia aos seus beijos com outros iguais e acariciava-lhe o peito, sobre o tecido da sua roupa. Continuámos fogosamente e a temperatura dos nossos corpos aumentava. Comecei a meter as mãos dentro da sua camisa, enquanto ela me desapertava o fecho das calças.

Tanto me acariciou que despertou uma parte de mim para a luz do dia, saindo debaixo da roupa. E ao vê-lo, Rafaela não hesitou e colocou-se sobre ele, afastando o único tecido que se intrepunha. Foram minutos memoráveis de paixão intensa que se repetiram várias vezes, durante a minha estadia.

Fiquei cerca de três semanas naquele lugar. Três semanas num lugar maravilhoso com uma mulher maravilhosa. Durante esse tempo, treinámos diariamente e tentámos aperfeiçoar-nos o mais possível para fazer uma figura dignificante no campeonato do mundo.

Regressei a Lisboa no dia 7 de Novembro, na companhia de Rafaela. O nosso namoro estava em alta e não conseguiamos estar muito tempo longe um do outro.

Naquela Terça-Feira em que voltámos, encontrámos um dia cinzento e chuvoso. Não tinhamos comunicado a ninguém que vinhamos e, por isso, também ninguém ali estava à nossa espera.

Apanhámos um táxi e seguimos para minha casa. Mas quando estávamos quase a chegar, Rafaela disse:

— Marco, eu sigo.

— Para onde? — perguntei eu.

— Vou a casa dos meus pais. — informou ela. — Tenho de falar com eles.

Apesar de ficar triste por ela não me acompanhar, acabei por concordar com ela. Depois de sair do táxi e ficar junto ao meu prédio, ela seguiu para sua casa.

Quando entrei em casa, esta estava vazia de gente. Nem os meus pais, nem a minha prima se encontravam lá.

Arrumei a bagagem e telefonei aos meus pais para o emprego, comunicando-lhes que voltara. Findo o telefonema fui tomar um belo banho.

Ao fim da tarde, entrou em casa a minha prima. Ao ver-me abraçou-me e disse:

— Marco! Que bom que voltaste. Já tinha saudades tuas.

— Eu também. — respondi.

Mónica estava com muito melhor aspecto, desde a ultima vez que a vira. Quando parti, ela ainda estava doente e tinha um ar abatido. Naquele dia, já aparentava a sua vivacidade habitual.

— Já reparaste? — questionou ela, colocando as mãos sobre o ventre.

— No quê? — estranhei eu.

— Na minha barriga. — esclareceu ela. — Já se nota o bebé.

— Quase nada. — disse eu. — Estás gravida há três meses, apenas.

— Deves ser cego. — contrapôs ela, aborrecida.

O diálogo foi interrompido pelo toque do meu telemóvel. Era uma chamada de Rafaela. Telefonou-me a dizer que ficava em casa dos pais, pois eles tinham implorado que ficasse e que os perdoasse pelo que fizeram.

Com o seu coração generoso, Rafaela condescendeu e perdoou os pais. E estes prometeram-lhe que não voltariam a interferir no seu relacionamento comigo.

Porém, aquele dia ainda me reservava uma grande surpresa. Quando os meus pais chegaram, insistiram para que os acompanhasse à rua.

Eu estranhei o seu pedido, mas acedi e acompanhei-os.

Ao sair para o exterior do prédio, deparei com a surpresa que eles me haviam preparado. Estacionado junto ao passeio, estava um automóvel novinho.

— Toma! É teu. — disse o meu pai, entregando-me as chaves do veículo.

Eu fiquei incrédulo e completamente aparvalhado com aquilo.

Mais consciente com a oferta, abracei os meus pais e agradeci-lhes a prenda que me estavam a oferecer. E convidei-os a eles e à minha prima para irmos dar uma volta para experimentar o meu belo e novo carro.

Dois dias mais tarde, Rafaela e eu regressámos aos treinos na praia.

A manhã estava bonita, mas o frio era muito. Nesse dia treinámos durante alguns minutos, mas acabámos por desistir devido ao muito frio que se sentia.

No dia seguinte, o cenário repetiu-se, sendo agravado pela chuva que apareceu ao fim da manhã. Começava a ser impossível treinar na praia, uma vez que o tempo não o permitia.

Nessa noite, Bento foi a minha casa e convidou-me a passar o fim-de-semana, com ele e com Marta, no Algarve.

— Se não te importas, levo a Rafaela. — disse eu.

— Fazes bem. Leva quem quiseres. — concordou ele.

Combinámos a partida para a Sexta-Feira posterior, antes do jantar. Iamos passar dois dias num apartamento na Praia da Rocha, alugado pelo Bento.

No dia da partida, convidei Rafaela que aceitou imediatamente. E Mónica também nos acompanhou nesta viagem. Desde o seu regresso que ela não se divertia muito, por isso, achei por bem levá-la connosco.

Assim, ao fim da tarde, partimos no carro de Bento rumo ao Algarve.

Ao saber que Marta nos acompanhava, Rafaela ficou aborrecida. Suspeitava que ainda havia alguma coisa entre nós. Mas quando lhe contei que ela e Bento tinham um relacionamento íntimo, o seu semblante preocupado desvaneceu-se.

Bento conduzia, tendo a seu lado Marta que o contemplava com ternura. No banco traseiro, eu estava no centro acompanhado por Rafaela à direita e Mónica à esquerda. Saímos de Lisboa às 19h30 e seguimos até Setubal, onde parámos para jantar, retomando a viagem perto das 21h30.

Quando chegámos aos apartamentos, os ponteiros dos relógios aproximavam-se do seu ponto mais alto.

Depois de estacionar o carro, Bento encaminhou-nos para o seu apartamento. O primeiro andar de um edifício com dois.

O grupo feminino entrou e instalou-se na sala, enquanto Bento me chamou à parte:

— Marco, isto só tem dois quartos. Como é que nos vamos dividir.

— Tu ficas num com a Marta. A Mónica fica comigo e com a Rafaela. — sugestionei eu.

Bento concordou com a ideia.

Após a arrumação das bagagens, todos recolhemos aos quartos. Como Mónica estava grávida, tanto eu como Rafaela lhe oferecemos a cama para dormir.

— Mas a cama é grande. — disse Mónica. — Até cabemos lá os três.

Rafaela e eu rimos com a ideia e acabámos por aceitar a sua sugestão. Até porque a noite não covidava nada a dormir no chão.

Estávamos tão cansados que adormecemos, poucos segundos depois de nos deitarmos. Claro que Rafaela insistiu em dormir no meio, não fossem as movimentações sonâmbulas levar-me a trocar Rafaela por Mónica, nas carícias nocturnas.

O escuro da noite não nos permitia observar a beleza do local. Mas o Sol resplandecente da manhã, mostrou-nos como a paisagem era linda.

As casas ficavam no cimo de uma ligeira elevação, a cerca de cento e cinquenta metros do mar. Da janela, podiamos ver o vasto areal que ligava a elevação ao mar.

O dia estava bonito e, lá fora, o frio não era tanto quanto aquele que apanháramos nas praias da Costa da Caparica.

Ao observarmos a claridade, Rafaela e eu apressámo-nos a ir para a praia e a desfrutar do bom tempo. Mónica também nos acompanhou. Bento e Marta ainda dormiam, quando saimos de casa.

Enquanto eu e Rafaela treinavamos na areia, Mónica passeava calmamente à beira-mar. Ficámos ali quase duas horas e o tempo convidava a ficar mais tempo.

Quando regressámos a casa, já Marta preparara um belo almoço para todos. Uma refeição composta por bacalhau no forno e batatas cozida, com a qual nos deliciámos.

À tarde, por sugestão de Bento, fomos passear de carro até Portimão. Andámos a fazer compras pelas lojas e acabámos por jantar num restaurante tipico local.

Portimão não ficava muito longe donde nós estávamos, por isso, a viagem de regresso fez-se com rapidez.

A seguir a todos se recolherem para dormir, inclusive eu e Rafaela, o silêncio dominou o ambiente. Mas tanto eu como Rafaela não conseguiamos dormir.

Rafaela olhou para mim e disse:

— Não tenho sono.

— Nem eu. — disse eu, acariciando-lhe o rosto.

— Sinto-me agitada. Como se tivesse de dispender alguma energia. — confessou.

Olhei-a nos olhos e sussurrei:

— Eu também, mas o que sinto é vontade de fazer amor contigo.

— Eu também tenho vontade de o fazer. Mas com a tua prima aqui não dá. — constatou ela, murando-me ao ouvido.

— Tenho uma ideia. — disse eu, levantando-me e trazendo-a comigo.

Puxando-a pelo braço, abandonámos o quarto muito silenciosamente e refugiámo-nos na casa-de-banho. Tranquei a porta e, com toda a privacidade, Rafaela e eu saciámos o nosso desejo.

Uma hora mais tarde, mantendo o silêncio, regressámos à cama.

Passou-se mais uma noite tranquila, naquele castelo temporário de Bento. E a manhã que se seguiu, foi quase uma cópia da anterior.

Rafaela e eu aproveitámos todo o tempo disponível para treinar. E a seguir ao almoço, chegou a hora de partir de volta a Lisboa.

A viagem demorou mais tempo do que a primeira, devido à chuva que se cruzou no nosso caminho, tendo a chegada à capital sido ao anoitecer.

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