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AMOR, GLÓRIA E... MUITA AREIA

CAPÍTULO XIII

Cheguei a casa ao fim da tarde. Entrei e fiquei surpreendido por um som estranho proveniente do quarto de Mónica. Conforme o som se repetia, ia percebendo que se tratava de Mónica a gemer e a gritar.

Fiquei assustado. Pensei que ela estivesse a sentir-se mal, ou então que alguém tivesse entrado lá em casa e a atacasse. Sem pensar mais, corri para lá.

A porta estava encostada. Eu entrei pelo quarto como se fosse resgatar uma vítima indefesa e só parei, a meio do quarto, quando vi o que verdadeiramente se passava. Os meus olhos ficaram tão surpresos que os meus movimentos se paralisaram.

Na minha frente, Mónica e Cajó, completamente nus, em pleno acto sexual.

Eles ficaram, igualmente, surpresos e também não sabiam o que dizer.

Sem saber o que fazer, dei meia volta e saí dali. Dirigi-me ao meu quarto e lá fiquei, a ponderar a melhor forma de encarar a situação.

Mónica e Cajó, depois de eu sair, não ficaram muito preocupados e continuaram. Só meia hora mais tarde, é que os ruídos pararam.

Nessa altura, eu saí do meu quarto e esperei no corredor. Não passou muito tempo até que Cajó saisse do quarto de Mónica.

— Marco, eu... — começou Cajó.

Eu, num tom sério e rude, interrompi-o:

— Não digas nada! Sai imediatamente desta casa!

Cajó não ousou confrontar-me e saiu.

Eu estava a ser um pouco severo, ainda mais sem ter qualquer autoridade sobre Mónica. A única justificação para a minha atitude, era sentir o meu lar profanado pela aquela cena vergonhosa. Enfim... um exagero.

Penso que o que mais me atormentava era saber que Cajó a poderia magoar mais do que a amar. Achava que ela merecia alguém melhor. Não eu, mas alguém como eu. Talvez fosse um pouco pretencioso, achar isto. No entanto, mesmo com alguns erros na vida, nunca fugi às minhas responsabilidades. E em relação a Cajó, nesta matéria, eu não punha as mãos no fogo por ele.

Mas, em relação ao exagero dos meus actos, isso devia-se à mágoa que sentia em não ser correspondido no meu amor por Rafaela. E naquela altura, a felicidade alheia causava-me alguma cólera. Após a saída de Cajó, entrei pelo quarto de Mónica, atirando a porta com violência para trás. Lá dentro, a minha prima acabava de vestir a camisa e segurava a saia para a juntar à outra peça.

— Já não se bate à porta? — questionou ela.

— Eu devia era bater em ti! — disse eu, brutamente.

— Vê lá como falas. — avisou Mónica. — Tu não mandas em mim. Nem tens autoridade para me castigar.

Perante a realidade das suas palavras, deixei a postura de autoridade e passei à de indignado:

— Achas bem, trazeres um tipo para aqui e ires para a cama com ele?

— Qual é o problema? — interrogou ela, desprezando qualquer ideia de conservadorismo.

— De todas as vezes que tive relações sexuais, nunca trouxe ninguém para aqui. E sabes porquê? — indaguei eu.

— Porque és parvo! — respondeu ela, prontamente.

— Não! Porque respeitava o lar e jamais colocaria o nome da casa ou das pessoas que cá vivem, na boca do povo ou em codrilhices de quem não tem nada que fazer. — corrigi eu.

Mónica acabou de se vestir e nem me respondeu. Mas, quando ia a sair do quarto, eu segurei-a pelos braços, encostei-a à parede e disse:

— Se os meus pais soubessem o que se passou aqui, recambiavam-te para casa dos teus pais. Por isso, a partir de agora, vais fazer o que eu mandar e talvez eles nunca saibam disto. Se queres continuar com o Cajó, força. Mas, que isto não volte a acontecer, senão digo-lhes.

— Estás a magoar-me. — disse ela, tentando libertar-se das minhas mãos.

Eu larguei-a e regressei ao meu quarto.

A partir daquele dia, o nosso relacionamento agravou-se e, praticamente, deixámos de nos falar. As nossas conversações limitavam-se a "Bom dia", "Boa tarde", "Boa noite", "O comer está pronto" e "Adeus" ou "Até Logo".

Na manhã seguinte, saí de casa para mais um treino. A meio da manhã, dirigi-me ao prédio de Rafaela para a ir buscar. Diferente do que era costume, ao chegar, ela não estava à minha espera junto à porta. Saí do carro, encostei-me ao "capot" e esperei que ela descesse, pois não deveria demorar muito.

Dois minutos depois, ela saiu do prédio. Vinha com o fato habitual e com a bola na mão. Enquanto se aproximava, disse:

— Desculpa! Atrasei-me um pouco...

Eu, depois do que acontecera no dia anterior, fiquei na duvida se havia de lhe dar um beijo ou não. Ou então, aventurar-me a beijá-la na boca. Mas isso, seria abusar da sua confiança.

Com tantas duvidas, acabei por não fazer nada. Tendo sido ela a beijar-me ambas as faces, com toda a naturalidade.

Entrámos no carro e partimos, rumo à praia. Durante o percurso, conversámos sobre várias coisas. Mas notava-se, claramente, que ambos evitávamos falar no que acontecera no dia anterior.

Sempre que olhava para ela, sentia algo estranho dentro de mim. Desejava-a, queria beijá-la, amá-la, dar-lhe todo o meu amor, envolvê-la nos meus braços e protegê-la de tudo. Não concretizar esses desejos, era autoconsumir-me por dentro e permanecer amargurado.

O treino correu como o habitual. Regressámos a meio da tarde e deixei-a junto ao seu prédio. Cada olhar para Rafaela era um chorar do meu coração destroçado.

Antes de sair do carro, Rafaela pediu-me um favor:

— Podes acompanhar-me à reunião com os patrocinadores?

— Patrocinadores? — perguntei eu, confuso.

— Sim, patrocinadores. — confirmou ela. — Quem é que vai pagar as nossas despesas? São eles.

— Tens razão. Não tinha pensado nisso. — confessei eu. — E quem é que nos vai patrocinar?

Rafaela explicou:

— Já falei com o que me patrocinou no ano passado. Ele está disposto a continuar a patrocinar-me, mas quer conhecer o meu parceiro.

— Está bem! Eu vou contigo. — aceitei eu.

Rafaela deu-me dois beijos e disse:

— Encontramo-nos às seis e meia da tarde, à porta do Centro Comercial de Alvalade. A reunião é às sete.

— Porquê? Eu posso vir aqui buscar-te. — sugeri eu.

Ela olhou para mim e, com uma voz magoada, disse:

— O Tiago não quer que eu saia contigo, a não ser para treinos e para os jogos. E eu já estou farta de discutir com ele. Por isso, encontramo-nos secretamente e ninguém precisa de saber. Está bem?

Apesar de revoltado com a situação a que ela se submetia, acabei por concordar.

Despedimo-nos como bons amigos que éramos e eu segui viagem rumo a casa.

Duas horas mais tarde, depois de tomar banho, comer e arranjar-me, lá nos encontrámos no lugar combinado.

Rafaela estava à minha espera, junto à porta do Centro Comercial. Estava muito elegante, apesar de manter a insistência de não vestir saias.

Mal viu o meu carro, correu para ele com alguma pressa e entrou. Deu-me dois beijos e disse:

— Vamos para a Avenida da Liberdade. Eu depois digo-te onde deves parar.

Fizemos o trajecto em quase uma hora, devido ao trânsito. Parei, segundo indicação de Rafaela, junto à entrada da Travessa da Glória. Saímos do carro e, depois de o fechar, dirigimo-nos a um prédio de escritórios.

— Vamos falar com um representante de artigos de desporto. — informou ela.

— E tens a certeza que ele nos patrocina? — interroguei eu.

— Bom, certeza não tenho. — confessou ela. — Mas, fê-lo no ano passado.

Entrámos no prédio e subimos até ao terceiro andar. Fomos recebidos por um senhor todo engravatado, com ares de arrogância e superioridade, que nos convidou a sentar.

Feitas as apresentações, Rafaela começou a falar:

— Dr. Franco! Este ano vou voltar a participar no campeonato de volei de praia. E vinha pedir-lhe para manter o seu patrocínio.

— Mas, este ano, vai fazer equipa com outra pessoa. — constatou o doutor.

— Sim, mas temos boas hipóteses. — contrapôs Rafaela.

— Isso dizem todos. — respondeu o outro, em tom de gozo.

— Mas... — tentou replicar Rafaela.

— Desculpe, mas este ano não confio na sua participação. — interrompeu ele. — E, por isso, não quero ligar o nome da marca a um fracasso.

Perante a renúncia do indivíduo, ambos nos levantámos com o intuito de abandonar a sala. Porém, o homem voltou a interpelar Rafaela:

— Oiça! Eu compreendo que a menina precise deste patrocínio. Sendo assim, eu concedo-lho em troca de um favor.

— Qual? — indagou ela.

— Podiamos jantar juntos. — sugeriu o homem. — Depois, podiamos ir a um local mais recatado e...

Rafaela interrompeu-o:

— Não diga mais nada, antes que eu perca a pouca consideração que tenho por si. Mas, deixe-me dizer-lhe que preferia morrer à fome, a ter que ir para a cama consigo, seu asqueroso.

E com aquelas palavras, abandonámos o gabinete, sem que ele conseguisse responder.

Quando regressámos ao carro, Rafaela estava desesperada, pois sem o patrocínio, a nossa participação estava comprometida. Já a chorar, Rafaela encostou-se ao carro e escondeu o rosto nas palmas das mãos. E eu fui até junto dela para a acalmar.

— Calma, Rafaela! Havemos de arranjar outro patrocinador. — disse eu.

— Não acredito. — respondeu ela. — Já falta pouco tempo para começar.

Destroçado, por a ver a chorar, não resisti a abraçá-la e disse:

— Não chores! Havemos de conseguir.

— Não, não conseguimos. E choro porque sei quem está por detrás disto. — disse ela.

— Quem? — indaguei eu.

Rafaela olhou para mim com aqueles olhos adoraveis cheios de humidade e com o rosto marcado por fios de lágrimas.

— O Tiago! A familia dele é amiga deste tipo. E foi o Tiago que conseguiu o patrocínio. Ele sabia que eu vinha falar com ele e boicotou o contrato. A desculpa de que o par não era o mesmo de há um ano, não me convenceu. Eu e o Tiago não fizemos nada de especial.

Vê-la assim, deixava-me triste, pois nada podia fazer por ela. A única coisa que fazia era abraçá-la e motivá-la para não desistir. Estávamos tão juntos que os nossos rostos, quase, se tocavam. Senti-me mesmo tentado a beijá-la. Porém, não ousei e continuei a respeitar a sua vontade. Depois de mais calma, ambos entrámos no carro e regressámos a casa. Deixei-a perto do seu prédio e segui para o meu.

Durante essa noite, fiquei a pensar numa solução para o problema. Já de madrugada, a resolução para tudo chegou à minha mente.

Logo pela manhã, saí de casa e dirigi-me à Avenida 5 de Outubro. Nesse dia, o treino com Rafaela estava marcado para a tarde.

Desloquei-me até uma loja de electrodomesticos, cujo dono já conhecia havia alguns anos, o senhor Casimiro. Era lá que os meus pais faziam compras. E eu passava por lá algumas vezes.

O senhor Casimiro era homem para uns setenta anos. Era muito simpático e, por vezes, passávamos muito tempo a conversar.

Desta vez, a minha visita levava outros objectivos. Tratava-se de pedir um grande favor ao senhor Casimiro.

Ao chegar, vi-o logo junto ao balcão.

— Senhor Casimiro! Como vai o senhor? — cumprimentei eu.

— Olha o Marco. Como vais, rapaz? — disse ele, mal me viu.

— Bem! — retribuí eu. — Desculpe maçá-lo! Mas, preciso de lhe pedir um favor.

— Fala! — disse ele. — Se estiver ao meu alcance.

Nos minutos que se seguiram, relatei ao senhor Casimiro, a minha intenção de participar nos torneios de volei de praia e a necessidade de um patrocinador.

— Quanto seria o necessário? — perguntou ele.

Eu, a medo, informei:

— Algumas centenas de contos.

O senhor Casimiro ficou a pensar. E eu, receando uma recusa, corrigi:

— Talvez, um pouco menos.

Ele não ligou ao que eu dissera e perguntou:

— Mil contos chegam?

Eu fiquei sem fala e só consegui responder, afirmativamente, com a cabeça.

— Dou-vos já quinhentos. — continuou o senhor Casimiro. — Depois, dou-vos o resto. Em troca, vocês fazem publicidade ao meu estabelecimento.

Perante tanta generosidade, não me contive a abraçá-lo e a repetir dezenas de vezes "obrigado".

Regressei a casa com um cheque de quinhentos contos e felicíssimo por saber como Rafaela ia gostar de saber.

À tarde, eu e Rafaela fizemos o treino na praia, como de costume. Ela estava completamente desmotivada e o treino não foi muito produtivo. Durante esse tempo, eu nunca lhe disse que resolvera a situação.

No caminho de regresso a casa, convidei Rafaela a vir a minha casa.

— Alguma razão especial? —perguntou ela.

— Queria mostrar-te uma coisa. — disse eu.

— Não pode ficar para outro dia. — sugeriu ela. — É que eu estou sem cabeça para nada.

— Desculpa, mas tem de ser hoje. — insisti eu.

Ela acabou por aceder ao meu convite.

A minha casa estava deserta. Mónica tinha saido e deixara um bilhete a avisar que não vinha jantar. Encaminhei Rafaela para a sala e pedi-lhe que esperasse um pouco. Depois de a deixar, não resisti a contemplá-la por trás da porta. Nunca na minha vida, eu pensei amar tanto alguém.

Ela lá estava sentada no sofá. Olhava para a mobilia como distracção e abanava a sua t-shirt, devido ao calor. O cabelo estava caido sobre as costas. E tinha um dos pés apoiados na bola.

Fui ao quarto buscar o cheque e regressei à sala.

— Vê! — disse eu, entregando-lhe o cheque. — Aqui está o nosso patrocinador.

Rafaela levantou-se, segurou o cheque e olhou para ele.

— Como conseguiste? — perguntou ela, irradiando felicidade nos olhos que contemplavam o valor.

— Os pormenores não interessam. O importante é que já podemos participar. — disse eu.

Rafaela olhou para mim comovida e confessou:

— Tu não imaginas como isto me faz feliz. Nunca ninguém fez tanto por mim.

E com as lágrimas nos olhos, abraçou-me e beijou-me, novamente, os lábios com grande fogosidade. Eu respondi àquele acalorado beijo, contribuindo para a sua duração.

Quando as nossas bocas se separaram, ficámos a olhar um para o outro sem dizer nada. E, mais uma vez, nos beijámos apaixonadamente. Enquanto o fazia, sentia uma enorme felicidade por estar assim com a mulher que eu amava. No entanto, ela interrompeu o beijo e a chorar, pediu:

— Desculpa, Marco. Mas, eu não posso fazer isto. Isto não pode acontecer entre nós.

Mal terminou a frase, pegou nas suas coisas e saiu.

Eu corri atrás dela e agarrei-a.

— Porquê, Rafaela? — perguntei eu, inconformado com a sua relutância.

— Eu estou noiva! E quero cumprir essa obrigação. — contrapôs ela.

— Obrigação? — interroguei eu. — O amor não deve ser uma obrigação.

Rafaela afastou-me e interrogou:

— E quem te disse que eu amo o Tiago?

E sem querer esperar a resposta, começou a descer as escadas. Mas, eu já não a segui, limitando-me a observar a sua descida.

— Vemo-nos amanhã à tarde. — disse ela, já perto do fim da escada.

Eu voltei a chamá-la. Rafaela olhou para cima e eu perguntei:

— Rafaela, porque é que tu não me amas?

Ela olhou para mim com um olhar sério e, ao mesmo tempo, terno. E interrogou:

— E quem te disse que eu não te amo?

E correu para a rua, regressando a casa a pé.

As suas palavras deixaram-me paralisado na escada. Nem queria acreditar no que ouvira. Afinal, Rafaela gostava de mim, tanto quanto eu gostava dela. Isso fazia-me sentir feliz. Mas ao pensar que o nosso relacionamento não era possível, devido ao seu casamento com Tiago, tornei a ficar triste.

No fim-de-semana que se seguiu, treinámos por duas vezes. Mas em nenhuma dessas vezes, nem ela nem eu falámos do que sentíamos um pelo outro.

Nessa Segunda-Feira, não houve treino. Mas, Rafaela e eu encontrámo-nos para comprar os fatos da competição.

Deslocámo-nos a uma casa de desporto na Avenida de Roma. Era uma loja grande com tudo o que nós procurávamos e mais alguma coisa.

Ao entrarmos, uma rapariga aproximou-se de nós e perguntou:

— Posso ajudá-los?

— Sim! — disse eu. — Queriamos comprar um biquini e uns calções de banho.

— Que cor deseja? — interrogou ela.

Eu fiquei na duvida e olhei para Rafaela, esperando uma sugestão.

— Não sei! — disse ela.

— Bom! Então escolho eu. Que tal vermelho? — avancei.

— Pode ser! — concordou Rafaela.

— Ambas as peças? — interrogou a jovem.

— Sim! — confirmei eu.

A jovem dirigiu-se ao expositor e retirou os artigos pedidos. O primeiro a sair, foi um biquini vermelho, muito simples e apropriado à pratica do volei.

Ela entregou-o a Rafaela e disse:

— Pode experimentá-lo ali, naquele gabinete.

Rafaela dirugiu-se lá, enquanto eu era conduzido a outro, para experimentar os calções. Estes estavam bons e perfeitos para o meu objectivo.

Quando saí do pequeno gabinete, já Rafaela estava junto ao balcão. Segurava na mão a peça que experimentara e preparava-se para pagar.

— Espera! — pedi eu, aproximando-me. — Eu é que pago.

— Não... — disse Rafaela.

Eu contrapus:

— Isto é material para a competição. Por isso, é pago pelo patrocinador.

Rafaela não ficou convencida. Mas viu que não valia a pena insistir.

— Traga também dois fatos de treino e dois calções. — pedi eu.

Depois de indicados os tamanhos, ela foi buscá-los.

— Marco! Eu quero pagar as minhas coisas. — voltou a insistir, Rafaela.

— Não!

A jovem trouxe o material pedido e eu paguei. A empregada olhou para Rafaela e disse:

— Quem me dera ter a sua sorte.

— Porquê? — perguntou ela.

— Então, ter um namorado que lhe oferece presentes. — explicou a empregada. — Olhe, o meu nunca me deu nada.

Rafaela, com um sorriso amarelado, corrigiu:

— Nós não somos namorados.

— Ah, desculpe... — pediu a jovem encabulada.

— Não tem inportância. — disse eu, sorrindo.

Feitas as compras, regressámos ao local onde nos tinhamos encontrado, junto ao seu prédio. Rafaela despediu-se de mim, saiu do carro e indagou:

— Amanhã, podes vir buscar-me às oito?

— Posso!

— É que temos de lá estar cedo. — esclareceu ela.

— Tudo bem! Não há problema. — confirmei eu, despedindo-me dela.

Nessa noite, deitei-me logo a seguir ao jantar. No dia seguinte, teria início o primeiro torneio de volei, da época.

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