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AMOR, GLÓRIA E... MUITA AREIA

CAPÍTULO II

Passaram-se quinze dias, desde aquela noite. Durante esse tempo, eu fizera o exame com êxito e concluíra o curso, como havia previsto. Estávamos no dia em que eu soubera a nota do exame. Na minha memória, a noite com Rafaela era uma simples recordação com tendência a desaparecer. No entanto, desde esse dia nunca mais voltara ao café.

Como estava muito feliz, decidi comemorar o feito. Por isso, à noite, sai de casa e fui até ao café do costume. Mas não levei o carro, pois a noite estava amena e sabia bem passear.

Sai de casa e andei até à Avenida de Roma, a qual atravessei de ponta a ponta. O percurso demorou meia hora, mas foi bastante agradável. Quando cheguei ao café, cumpri o ritual do costume, entrei, cumprimentei os empregados e sentei-me à mesa.

— O costume! — exclamei eu, ao empregado.

Nem cinco minutos passaram, já lá vinha o empregado com a chávena de café na mão. Ao aproximar-se de mim, disse:

— O senhor Marco há uns dias que não vinha cá.

Apesar de estranhar a afirmação, não liguei e limitei-me a confirmar. Porém, o empregado continuou:

— O senhor Marco desculpe! Mas, nós notámos a sua falta porque durante estes dias, têm vindo cá à sua procura.

— À minha procura? — interroguei eu com estranheza.

— Sim! Aquela senhora que no outro dia esteve aqui consigo. — explicou o empregado.

Os factos eram cada vez mais estranhos. A pessoa a quem ele se estava a referir era Rafaela. Mas, o que quereria ela de mim?

Estava a ficar confuso e por isso, enquanto deitava o açúcar na chávena, indaguei:

— Ela não disse o que queria?

— Não! — respondeu o empregado. — Mas, deixou o número de telefone para si.

O empregado puxou de um bocado de papel que trazia no bolso e entregou-mo. Este continha o número de telefone de Rafaela.

Eu recebi o papel e guardei-o no bolso, dizendo:

— Se ela voltar a aparecer, diga-lhe que eu depois lhe telefono.

O empregado acatou o pedido e afastou-se, voltando ao trabalho.

Eu, ao mesmo tempo que bebia o café, questionava-me sobre o porquê desse súbito interesse de Rafaela. Mesmo tendo em meu poder o seu número de telefone, não tinha grande vontade de lhe telefonar. Sempre que me lembrava dela, recordava a noite em que ali estivera com ela, uma noite que desejava esquecer.

Tomado o café, já nada me prendia ali. Sendo assim, paguei a conta e fui-me embora, retomando o caminho que me trouxera.

Quando regressava a casa passei perto da casa de Rafaela. Parei um pouco e fiquei, novamente, a interrogar-me. Obviamente, não ia tocar-lhe à campainha para que ela me dissesse. Primeiro porque nem sabia em que andar morava e segundo porque já era tarde.

Carregando comigo a duvida, retomei a passada rumo a casa, onde cheguei, perto da meia-noite.

Em casa, despedi-me dos meus pais e fui para o meu quarto. Despi-me e deitei-me na cama, acompanhado pelo bocado de papel.

Por alguns minutos, fiquei a olhar para o papel e a pensar no que haveria de fazer. Até que o sono falou mais alto e eu adormeci, com o papel na mão.

No outro dia de manhã, acordei e, se não tivesse ainda o papel na mão, já nem me lembrava da sua existência. Mais uma vez, via-me confrontado com a decisão a tomar.

Depois de um duche frio e um bom pequeno-almoço, regressei ao meu quarto e sentei-me na cama, com o telemóvel numa mão e o papel na outra. Interrogava-me constantemente, se deveria ou não telefonar-lhe.

Parte de mim queria telefonar, nem que fosse somente para satisfazer a curiosidade. Mas, a outra rejeitava tal atitude, pois fazia-me lembrar os diálogos absurdos que tinha com Rafaela. Telefonar ou não telefonar? Eis a questão.

Antes que tomasse qualquer decisão, fui interrompido pelo som da campainha. A minha mãe foi abrir e disse-me que era o meu vizinho e amigo Bento.

Bento era meu amigo de infância, já o conhecia havia quase quinze anos. Vivia no meu prédio e era dois anos mais velho que eu. Quando o ouvi, chamei-o em voz alta:

— Bento! Entra! Estou aqui dentro.

À minha voz seguiram-se os seus passos na minha direcção. Nesse momento, guardei o papel numa gaveta da escrivaninha que tinha no quarto e recebi a sua visita.

— Queres vir jogar futebol com o pessoal? — convidou ele, ao mesmo tempo que me apertava a mão.

— Quando?

— Agora! — respondeu Bento, de imediato.

— Dá-me cinco minutos para mudar de roupa. — pedi eu.

— Está bem! Quando estiveres pronto, passa por minha casa. — disse ele.

Bento saiu e esperou por mim em sua casa. Eu, rapidamente, vesti uns calções e uma t-shirt. E calcei uns ténis.

Prontamente vestido, saí do quarto e despedi-me dos meus pais, dizendo-lhes onde ia. Depois, desci até ao apartamento do Bento e toquei à campainha.

Quem me abriu a porta, foi a sua esposa Madalena.

Madalena, mal me viu, dirigiu-se a mim e cumprimentou-me com dois beijos na face, como era costume. De seguida, convidou-me a entrar.

— Não, não vale a pena. — disse eu, vendo o marido a aproximar-se.

Bento trazia um saco desportivo na mão direita e as chaves do carro na mão esquerda.

— Então, vamos? — disse ele, passando por mim.

Eu não respondi, limitando-me a segui-lo. Connosco veio Madalena que por vezes o acompanhava aos jogos.

Saímos do prédio e dirigimo-nos ao automóvel deles. Estava uma manhã quente e os termómetros marcavam 31 graus. Eu entrei para o lado de trás, enquanto Bento e Madalena se sentaram à frente.

Seguimos para o Estádio 1º de Maio, onde o resto da equipa nos esperava. Bento estacionou o carro, junto aos portões para que o pudesse ver lá de dentro. Este meu amigo era muito cioso das suas coisas.

Com o carro arrumado, entrámos no complexo desportivo e caminhámos até ao campo de futebol de cinco, onde os nossos adversários já treinavam. Porém, da nossa equipa só lá estávamos nós.

O primeiro a chegar, depois de nós, foi o Carlinhos, o passador de bolas da nossa equipa. Era um tipo porreiro, sempre bem disposto. Conheci-o na Faculdade quando ambos éramos caloiros. Tinha a mesma idade de Bento.

Carlinhos vinha acompanhado por uma rapariga muito bem feita, de roupas provocantes e com grandes olheiras.

Quando o vi, dirigi-me a ele para o cumprimentar.

— Então Carlinhos, como estás? — perguntei eu.

— Na maior! — respondeu ele, sorrindo abundantemente, como era seu timbre.

Eu aproximei-me do seu ouvido e perguntei:

— Quem é a boazona?

Carlinhos deu um assobio e disse:

— Engatei-a ontem à noite numa discoteca. Dançámos, bebemos... e quando dei por mim, estava na minha cama com ela a... tu sabes.

Eu sorri com a forma como ele contava a história. Entretanto, Bento e Madalena aproximaram-se e o relato ficou por ali.

Pouco tempo mais tarde, chegou o Humberto, o suplente da equipa. Quando o vimos, precipitámo-nos na sua direcção para o cumprimentar. Nessa altura, Carlinhos puxou-me ligeiramente para trás e sussurrou:

— É uma queca de primeira. Quando quiseres, eu apresento-ta.

Eu tornei a sorrir, como quem aceitava a proposta e continuei a andar, para receber o Humberto.

Humberto era o mais novo da equipa, tinha dezanove anos e jogava connosco há dois anos. Conhecemo-lo ali, quando ele procurava lugar para jogar. Tornou-se tão frequente a sua presença que passou a membro efectivo. No entanto, era sempre preterido em relação aos outros.

Faltavam dois elementos da equipa. Um não tardou a chegar, o Victor. Este era colega de Bento no seu emprego. Já andava na casa dos trinta. Trazia consigo a mulher e a filha de seis meses.

Aproximava-se a hora do jogo e ainda faltava um jogador, o Cajó. Era um elemento importante para a equipa, pois tratava-se do nosso homem-golo.

Cajó era meu primo. Chegou a viver em minha casa, quando veio da província para estudar. Era mais velho do que eu, não sei quanto anos. Depois de se licenciar, arranjou casa em Alverca e vive lá desde então. Mas, sempre que havia jogo, ele vinha propositadamente a Lisboa para jogar.

Como não chegava, já púnhamos a hipótese de colocar o Humberto no cinco inicial, mas quando nos preparávamos para entrar em campo, Cajó apareceu.

Finalmente, estavam lá todos. Sendo assim, entrámos em campo e ocupámos as nossas posições: O Bento na baliza, eu e o Victor na defesa, o Carlinhos a meio e o Cajó no ataque.

Iamos jogar contra uma equipa arranjada pelo Bento. Era sempre ele que organizava os confrontos desportivos do grupo.

Cá fora, sentadas na pedra que circundava o recinto, ficaram Madalena, a companheira do Carlinhos e a esposa do Victor, Helena, com a filha ao colo.

O jogo começou. O Carlinhos deu o pontapé de saída, passando a bola ao Cajó. Este pontapeou-a para a linha de fundo.

— Tem calma Cajó. — aconselhou Bento.

A outra equipa repôs a bola em jogo e partiu para o ataque. Passe para aqui, passe para ali, lá chegaram à nossa área, onde um deles rematou forte e marcou o primeiro golo.

— Ó Bento, essa era tua. — disse o Victor.

— Não me lixes! — barafustou Bento. — Vocês deixam-nos sozinhos e depois querem que eu defenda.

Novamente, bola ao centro e retomámos o jogo. Durante os minutos seguintes, o jogo resumiu-se a ataques sucessivos, mas sem grande eficácia, exceptuando, no último minuto, um remate de Carlinhos ao poste.

Intervalo. O pessoal aproveitou para se refrescar e retemperar forças para a segunda parte. Bento, aborrecido, era massajado nos ombros por Madalena. Carlinhos despejava, sobre si, uma garrafa de água. Cajó e Victor discutiam algumas situações do jogo. Humberto, que ainda não tivera oportunidade de jogar, fintava-se a si mesmo com a bola. E eu descansava, sentado na pedra e bebia um pouco de água.

Por entre dois golos de água, fui surpreendido pela presença de Rafaela. Estava a fazer uma corrida de manutenção. Passou a cerca de vinte metros de mim, mas não me viu.

Eu, ainda pensei em ir atrás dela. Mas, a falta de coragem que tivera para lhe telefonar, manifestava-se novamente e privou-me de tomar uma atitude.

O intervalo chegara ao fim e todos reocupámos as nossas posições. Desta vez, seriam os outros a darem o pontapé de saída.

A segunda parte parecia uma repetição da primeira. Bola aqui, bola ali, mas ninguém marcava golo e nós continuávamos a perder.

Perto dos cinco minutos desta parte, eu recuperei a bola e passei-a ao Carlinhos. No momento posterior ao passe, voltei a ver Rafaela a continuar a sua corrida.

Rafaela lá ia numa passada calma, com o fato de treino manchado do suor e o cabelo a ondular ao ritmo das passadas. Naquele momento, ela olhou para o campo e viu-me, tendo depois acenado ligeiramente com a mão direita.

Eu, talvez com o sentimento de culpa por não lhe ter telefonado, fui incapaz de corresponder ao gesto, limitando-me a acompanhar o seu trajecto com o olhar.

A minha concentração acabou por ser interrompida por uma enorme gritaria. Cajó tinha marcado o golo do empate e gritava exuberantemente. Todos o abraçámos e felicitámos pelo golo.

O jogo recomeçou, o empenhamento era cada vez maior, todos queríamos ganhar. No entanto, o cansaço e o calor começavam a pesar.

Mais cinco minutos se passaram. Bento, com duas excelentes defesas, evitou o golo do adversário.

Eu estava na posse do esférico, desenvolvia a jogada para mais um ataque. Porém, mais uma vez, Rafaela voltou a passar junto ao campo, desviando a minha atenção. Quase em simultâneo, um adversário tirou-me a bola e rematou à baliza. Bento volta a brilhar.

— Estás a dormir? — reclamou Carlinhos, referindo-se à minha perda de bola.

— Desculpem! — disse eu, sem desviar o olhar de Rafaela.

Bento repôs a bola em jogo, entregando-a a Victor. E eu olhava para Rafaela que havia parado a corrida e dirigia-se, agora, para o campo.

Entretanto, o jogo prosseguia. Carlinhos centrava a bola para Cajó e este, de cabeça, falhou por muito pouco o golo.

Rafaela caminhou até às grades que delimitavam o campo e, apoiando-se nelas com as duas mãos, inclinou-se para a frente e chamou:

— Marco! Marco!

Eu, aproveitando a paragem no jogo, aproximei-me do gradeamento e disse:

— Olá Rafaela! Tudo bem?

— Tudo! — respondeu ela. — Precisava de falar contigo.

— Agora? — perguntei eu.

— Não. Agora vou tomar banho. — explicou ela. — Mas, se pudesses esperar por mim, eu depois vinha aqui ter contigo.

— Está bem! — disse eu, voltando à minha posição, pois a bola ia voltar a rolar.

Rafaela afastou-se e dirigiu-se aos balneários para tomar banho.

O jogo continuava vivo, as oportunidades sucediam-se. Numa delas, Cajó chutou violentamente a bola, e esta foi parar ao edifício das piscinas. Lá foi o guarda-redes da outra equipa, a correr, buscar a bola.

Com o jogo parado, Carlinhos aproximou-se de mim e perguntou, com sorriso de gozo:

— Era a tua namorada?

— Não! — disse eu, em tom desinteressado.

— Já estava a ver. Aquilo não vale nada. — afirmou ele, em tom depreciativo.

Estranhamente, o comentário de Carlinhos desagradara-me e senti-o como uma ofensa, ficando enraivecido com aquelas palavras. E por isso exclamei:

— Também não é assim tão má!

O pequeno diálogo ficou por ali, pois o jogo fora retomado.

Até ao fim, ninguém marcou qualquer golo e o desafio terminou empatado. No fim, despedimo-nos dos nossos honrosos adversários e saímos do campo.

Cá fora, foi a vez das despedidas entre nós. Cada um seguiu o seu caminho, tendo Bento e Madalena ficado mais um pouco.

— Ficas? — perguntou Bento.

— Fico! Tenho um assunto para tratar. — informei eu.

Bento compreendeu e despediu-se de mim, seguindo-se a sua mulher. Quando beijava Madalena pela segunda vez, pedi-lhe que avisasse os meus pais que eu chegaria mais tarde.

O casal entrou no carro e partiu de regresso a casa. E eu fiquei sozinho, encostado ao portão de entrada, vendo o carro a afastar-se em direcção à Avenida do Brasil.

Após o carro desaparecer do meu campo de visão, voltei para o interior do complexo desportivo. Andei até um dos bancos de jardim que se espalhavam ao longo dos espaços verdes e sentei-me. Fiquei à espera que Rafaela aparecesse.

Dez minutos depois, Rafaela chegou, vinda dos balneários. Vinha vestida como de costume e trazia o cabelo despenteado e húmido. Na mão direita, carregava o saco desportivo onde guardava a roupa do treino.

Aproximou-se de mim e sentou-se, colocando o saco entre nós.

— Desculpa, ter-te feito estar à espera. — disse ela, afastando o cabelo da cara, com a mão esquerda.

— Não tem importância. — desculpei eu.

— Tenho andado à tua procura. — afirmou ela.

— Eu sei! — interrompi eu, provocando nela alguma confusão. — Ontem, quando fui ao café, disseram-me isso e até me deram o número de telefone que me deixaste. Ia telefonar-te logo à tarde.

Eu sabia que aquilo era mentira, pois eu não me tinha decidido a telefonar-lhe e dificilmente o faria. Mas, uma vez que nos encontrámos ali, podíamos conversar pessoalmente.

— Tenho uma coisa para te dizer, mas não sei por onde começar. — disse ela.

Eu estava cada vez mais confuso e curioso. Mas, simultaneamente, receoso quanto à suas palavras. Na minha cabeça, cheguei a equacionar a hipótese de ela estar apaixonada por mim e querer falar comigo para se declarar. Um facto que me causaria alguma desorientação, pois não me sentia, minimamente, atraído por ela. E todos sabemos como é difícil, dizer a uma mulher apaixonada que não partilhamos o mesmo sentimento.

Rafaela, esfregando as mãos uma na outra, continuou a falar:

— Há um ano que participo no campeonato nacional de volei de praia, em pares mistos, juntamente com um primo meu.

— E ganharam? — interrompi eu absurdamente, já com o suor a escorrer pela testa e aliviado por não ver as minhas suspeitas confirmadas.

— Não! — respondeu ela. — Mas isso, agora, não vem ao caso.

Enquanto eu olhava fixamente para o seu rosto, Rafaela prosseguiu:

— O campeonato deste ano vai começar em Julho, só que o meu primo partiu o braço na semana passada e não pode jogar. Desde essa altura que ando à procura de parceiro para jogar. Mas ainda não encontrei ninguém. Até que me lembrei de ti.

— Eu??? — perguntei espantado.

— Sim! — confirmou ela. — Tu és o único que reune as características necessárias. És mais alto que eu (o que era difícil), tens preparação física e, a jogar voleibol, dás uns toques.

— Como é que sabes? — perguntei eu.

— Lembro-me da época em que jogávamos na escola. — respondeu ela, sem hesitar.

— E como é que funciona o campeonato? — interroguei eu.

Rafaela, com ar de sabedoria, sentou-se melhor e começou a explicar:

— O campeonato compõe-se de quatro torneios nacionais, onde a dupla que tiver melhor resultado global ganha e torna-se campeã nacional. Então, alinhas?

— Não sei... — disse eu.

— Os prémios são bons. O que ganharmos dividimos ao meio. — insistiu ela.

Eu estava na duvida. Havia muita coisa que me deixava confuso. Entre elas, o porquê de me escolher a mim, quando há umas semanas nem se lembrava da minha pessoa. Porém, não fui capaz de a confrontar com isso e acabei por aceitar o seu convite.

Rafaela, visivelmente satisfeita, levantou-se, pegou no saco e disse:

— Então, começamos a treinar amanhã.

— Quando? — indaguei eu, levantando-me posteriormente.

— Ao fim da tarde. — informou ela. — Encontramo-nos aqui.

— Está bem.

Ela, mal eu aceitara as suas propostas, despediu-se de mim com um distante "adeus" e foi-se embora.

O seu ar distante e a sua frieza, em relação a mim, eram um defeito que me aborrecia. Quando falava comigo, era simpática. Mas, assim que terminava, parecia que eu tinha deixado de existir.

Já eram 13h30. Eu saí do complexo e segui pela Avenida Rio de Janeiro, rumo a casa. O sol estava forte, o que tornava a caminhada penosa.

Nesse dia não aconteceu mais nada digno de relato. Mas, o dia seguinte iria trazer algumas surpresas.

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